Dificuldades na implantação da Sistematização da Assistência de Enfermagem

Dificuldades na implantação da Sistematização da Assistência de Enfermagem
ENFERMAGEM
A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é uma metodologia de trabalho que permite ao Enfermeiro e sua equipe uma abordagem de individualização e humanização do cuidado prestado ao cliente, que estabelece um julgamento e raciocínio crítico sobre o processo saúde-doença.

É de suma importância a implantação da prática da SAE, pois e por meio desta que o Processo de Enfermagem (PE) passa a ser visto e entendido como instrumento facilitador do processo de avaliação da qualidade.

Uma característica específica, observada na análise das dificuldades de implantação da SAE, é que as mesmas têm mais de uma causa, podendo ser de natureza organizacional, educacional e operacional.

Dificuldades de natureza organizacional:

* a carência de enfermeiros e/ou profissionais de enfermagem;

* a sobrecarga de trabalho dos profissionais;

* a falta de tempo, a pouca disponibilidade para assistir com qualidade a clientela;

* a associação de atividades assistenciais e administrativas;

* a instituição de saúde ser uma organização burocrática que não espera que seja realizado outro cuidado além do estabelecido pelo médico;

* as chefias de enfermagem priorizarem a realização da parte documental em déficit da pratica assistencial;

* a adoção da SAE por imposição das chefias, não considerando-se os ajustes indispensáveis para seu pleno funcionamento.

Dificuldades de natureza educacional:

* o desconhecimento da SAE e do PE;

* o desconhecimento das teorias de enfermagem e das fases e/ou etapas da SAE;

* a não conscientização dos profissionais para a importância da SAE;

* a desvalorização do ensino da SAE ainda na graduação de Enfermagem e nos cursos técnicos de Enfermagem;

* a insegurança mediante as atribuições referente a SAE, gerando postura inadequada;

* o enfoque no tecnicismo.

Dificuldades de natureza operacional:

* a resistência expressada pelos enfermeiros e pelos demais profissionais da equipe de enfermagem e da equipe multidisciplinar;

* a resistência das demais profissões que compõem a equipe de saúde pelo desconhecimento do diagnóstico de enfermagem, que compõe a SAE (2ª etapa);

* o estresse e os problemas de relacionamento interpessoal;

* o despreparo da equipe de enfermagem, por não estar capacitada para realizar suas tarefas em consonância com o nível necessário para o uso pleno da SAE.

Mediante esta breve descrição dos percalços existentes na implantação da SAE observa-se que os mesmos ultrapassam a esfera da Enfermagem, e incluem problemas oriundos das instituições de saúde, bem como apresentados por outros profissionais que compõem a equipe de saúde.

Vale destacar que este processo de implantação não é fácil de ser executado, porém não é impossível de ser concretizado, sendo necessário um comprometimento de diversos profissionais.

Depois de implantada a SAE, o resultado alcançado é uma assistência de excelência, individualizada, humanizada, competente e respaldada cientificamente.
Paula Rocha Louzada Villarinho
Enfermeira. Educadora. Empreendedora. Mestranda na linha de pesquisa Educação e Saúde em Enfermagem. Pós-graduada em Enfermagem Dermatológica. Experiência na área de Educação Superior. Professora convidada na esfera da Graduação e Extensão.
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